chateação

Nesse período que estou em recuperação quase não saio de casa, e isso me leva a divagar a respeito de um monte de assuntos que com o tempo ( e vou ter muito tempo) vou postando aqui.
Eu não saio de casa por recomendações médicas , não posso pegar sol de jeito nenhum ( exceto quando vou a consulta do cirurgião plástico) e principalmente porque não me sinto bem ainda a roupa incomoda, o calor, a poeira etc... acontece que na sexta a noite ´resolvi sair com o marido, fomos a uma loja e depois caminhamos até a farmácia. È claro que não estou com uma pele saudável ainda, ainda estou um pouco seque lada porém não fiquei com deformações graves como eu sempre vejo lá no consultório médico e estou usando uma malha elástica no rosto para evitar possíveis deforrmações.Então fomos eu e o marido na loja compramos umas canetas e uma almofada depois fomos á farmácia quando estávamos na fila para pagar uma mulher me abordou nem um pouco discreta, num tom de voz alto,dizendo que ia me indicar um lugar onde eu iria curar a minha doença... Que era pra eu ir numa igreja e falou o nome(da qual fiquei tão confusa com a situação que não lembro) e eu só respondi assim “não é doença foi um acidente , é queimadura“, ainda concluí “obrigado pela dica” a mulher não se conformou e foi com o Reinaldo que já estava no caixa , ...pois é leva ela lá que isso ta horrível e o pastor vai orar na cabeça, passar óleo ungido e em 8 dias ela vai ficar boa ... O Reinaldo ficou atônito com a situação e nem deu importância, pois nessa hora já estava digitando a senha do cartão.O caixa da farmácia disse assim “ senhor desculpe pelo incômodo”....saímos de lá e a mulher atrás “como foi esse incêndio hein?” Sinceramente fiquei chocada e muito chateada... Como alguém pode invadir o direito de ir e vir de outra pessoa assim ... Ou essa mulher é louca (fanática religiosa) ou não tem noção do convívio social... Se fosse uma pessoa curiosa e me perguntasse de forma educada o que havia acontecido eu não teria problema nenhum em falar , mas me assediar de uma maneira grotesca como aquela , isso não! Nessas horas dá vontade de baixar o nível mesmo ... E mandar a pessoa pra longe ... Mas sei que nunca iria conseguir fazer isso ... Só me resta ficar indignada e ignorar tal atitude inconveniente.

bodas de papel





Foi domingo passado dia 18 de abril que comemoramos um ano de casados. Duas amigas queridas fizeram uma supresa e trouxeram um bolo, um cd com músicas românticas ... teve discurso e tudo... ganhei do meu amor esse notebook e dei uma caneta ... foi uma comemoração simples ...


amor, paciência e dedicação

Eu tô me recuperando do meu fatídico acidente doméstico, gente cuidado com álcool na casa de vcs , eu sempre comprava para fazer limpeza ou lavar roupa branca , um certo dia, numa distração foi fatal, pior tava sozinha em casa ( o marido tava trabalhando ) a vizinha me ajudou , mas o estrago estava feito ... bom foi muito triste mas tive um excelente tratamento agora estou me recuperando, mesmo eu ficando em casa o tempo todo dificilmente tenho disposição para vim aqui escrever , mas a inspiração de hoje foi o meus esposo perfeito. Dia 18 de abril vou fazer Bodas de papel, fico triste em não ter a comemoração que planejei, talvez eu comemore apena com o Reinaldo mesmo, mas não vamos poder ter "aquela" comemoração se é que vcs me entendem rsrsrsrrsrs. De qualquer forma queria poder relatar sobre a dedicação do meu esposo nesse pr5ocesso doloroso em que passamos... foi triste pois nunca imaginei que teriámos essa experiência drática com menos de um ano de casada.
Quando o Reinaldo chegou em m casa no dia do acidente eu já estav internada no hospital , eu fiquei deformada, queimei todo o rosto, incluindo o cabelo orelhas , meu lábios ficaram desconfigurados... eu vi ele no outro dia no horário de visita ( o hospital não permitiu que ele me acompanhasse) eu tava um pouco dopada mas eu lembro que ele sentou na minha direção , chorou e disse "vai dar tudo certo, pois eu te amo muito"... nesse mesmo dia eu fui transferida para o setor de casos graves, eu ficava sem acompanhante nenhum, mas o Reinaldo me visitav todos os dia de manhã e a tarde as vezes dividia o horário de visita com outra pessoa, as vezes só ia lá pra coordenar as visitas.... nessas horas as pessoas querem dar o apoio mas as visitas eram restritas... lá no Metropolitano os funcionários são muito gentis então as técnicas de enfermagens sempre conversavam comigo, todas comentavam a respeito do Reinaldo... até como forma de motivar ( porque eu chorava muito) elas comentavam da dedicação do Reinaldo, diziam que ele era bonito, educado... eu fiquei um mês e 17 dias no hospital e nenhum momento o Reinaldo frquejou, até quando eu ficava triste, ele sempre me apoiava e fazia o possível para eu não perceber o seu sofrimento ... ele se manteve forte recebia sa ligações das pessoas que se preocupavam comigo , coordenava as visitas, as vezes quando eu não tava bem para receber visitas eu ligava para ele resolvia isso pra mim, dava desculpas para a pessoa, porque sabia que o tratamento ela dolorido demais para mim.
quando recebi alta do hospital, eu fiquei muito feliz , mas estava enfachada , depois de uma semana eu tirei as fachas, gente eu vi que eu não estava nada bem, ainda estou com o corpo vermelho no colo, ainda tinha algumas feridas, rápido a felicidade de ter saído do hospital se transformou em frustação.... mas depois me sinto mal porque em nenhum momento o Reinaldo jamais lamentou o meu acidente, nunca vi ele frustrado pelo contrário ele tá sempre otimista... sempre pronto para me apoiar ... e acho que eu deveria retribuir da mesma forma
mas só tenho agradecer de ter um esposo dedicado e que ama em qualquer circunstância, mesmo se não der para comemorar nossas bodas esse ano do jeito que eu imaginava... tenho certeza que ainda vamos ter muitos anos para comemorar

sobrevivi

Pra não ser injusta comigo mesma vou postar o que eu ia postar antes de ser internada no CTQ ( Centro de tratamento de queimados) depois vou postar como sai de lá feliz da vida por ter sobrevivido e por ter tido o melhor tratamento que poderia ter, sobre o acidente não posso explicar foi uma coisa fútil, banal,mas que mudou toda minha vida ( não querendo ser dramática) mas foi uma realidade que jamais havia vivenciado: tentando sobreviver num hospital.











Eu e Eduarda

















Uma semana antes do acidente fomos ver amigos que não viámos há muito tempo o encontro foi bom





No primeiro dia que sai do hospital minhas colegas de trabalho foram me ver ... porque estamos todas alegres? simples ... sobrevivi ...só o cabelo loiro que não ....

9 meses de casada


Eu fico um pouco ( muito) empolgada com comemorações e datas e tal então todo mês lembro quantos meses de casada estou fazendo e esse é o Nono... sou a esposa mais feliz do mundo... porque escolhi o marido perfeito para mim com o qual posso compatilhar todos os nossos momentos de "vida a dois" de forma tranquila e aprendendo todos os dias com a deliciosa rotina do casamento....

Mudando completamente de assunto

Pedi tanto para meu digníssimo acrescentar o BBB no pacote da sky... que merda eu fiz... porque agora viciei e ontem o marido se irritou porque eu querendo ouvir melhor as intrigas pós-formação de paredão o acordei com o volume da tv... fiquei me sentindo tão mal com a situação que hoje resolvi maneirar: desliguei logo depois da prova da imunidade a tv ...afinal não dá pra ter crise conjugal por causa do BBBesteirol né gente

Sou feliz assim...


Junto com meu esposo aqui, ali, em qualquer lugar...



Fazendo carinho...



Recebendo carinho....


Comemorando...


Vislumbrando










Jogando poker com meu esposo






Compartilhando do mesmo presente








brindando com as nossas taças preferidas







Um texto para começar 2010


As Cocadas

Eu devia ter nesse tempo dez anos. Era menina prestimosa e trabalhadeira à moda do tempo.Tinha ajudado a fazer aquela cocada. Tinha areado o tacho de cobre e ralado o coco. Acompanhei rente à fornalha todo o serviço, desde a escumação da calda até a apuração do ponto. Vi quando foi batida e estendida na tábua, vi quando foi cortada em losangos. Saiu uma cocada morena, de ponto brando atravessada de paus de canela cheirosa. O coco era gordo, carnudo e leitoso, o doce ficou excelente. Minha prima me deu duas cocadas e guardou tudo maisnuma terrina grande, funda e de tampa pesada. Botou no alto da prateleira.Duas cocadas só... Eu esperava quatro e comeria de uma assentada oito, dez, mesmo. Dias seguidos namorei aquela terrina, inacessível. De noite, sonhava com as cocadas. De dia as cocadas dançavam pequenas piruetas na minha frente. Sempre eu estava por ali perto, ajudando nas quitandas, esperando, aguando e de olho na terrina.Batia os ovos, segurava gamela, untava as formas, arrumava nas assadeiras, entregava na boca do forno e socava cascas no pesadoalmofariz de bronze.Estávamos nessa lida e minha prima precisou de uma vasilha para bater um pão-de-ló. Tudo ocupado. Entrou na copa e desceu a terrina, botou em cima da mesa, deslembrada do seu conteúdo. Levantou a tampa e só fez: Hiiii... Apanhou um papel pardo sujo, estendeu no chão, no canto da varanda e despejou de uma vez a terrina.As cocadas moreninhas, de ponto brando, atravessadas aqui e ali de paus de canela e feitas de coco leitoso e carnudo guardadas ainda mornas e esquecidas, tinham se recoberto de uma penugem cinzenta, macia e aveludada de bolor.Aí minha prima chamou o cachorro: Trovador... Trovador... e veio o Trovador, um perdigueiro de meu tio, lerdo, preguiçoso, nutrido, abanando a cauda. Farejou os doces sem interesse e passou a lamber, assim de lado, com o maior pouco caso.Eu olhando com uma vontade louca de avançar nas cocadas. Até hoje, quando me lembro disso, sinto dentro de mim uma revolta – má e dolorida - de não ter enfrentado decidida, resoluta, malcriada e cínica, aqueles adultos negligentes e partilhado das cocadas bolorentas com o cachorro.

Cora Coralina
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